Steppenwolf ou como comecei a gostar de teatro

Eu sempre fiz muitas piadas ruins sobre o teatro: “não gosto de teatro porque é muito teatral”, “não gosto de teatro porque não gosto de ter gente gritando comigo”. Mas a verdade é que eu nunca fui muito ao teatro, não fui educada pra ele (lembro de apenas uma peça infantil que vi quando crescia e nem foi na minha cidade) e nunca criei o hábito de ver peças. As que vi, depois que mudei pra São Paulo, foram poucas e irregulares. Talvez o número de peças boas tenha sido até maior que o de peças ruins, mas prevaleceu o folclore, na linha “perco o amigo, mas não perco a piada”.

Eis que eu mudo pra Chicago, que talvez seja a cidade com maior tradição de grupos teatrais nos EUA, e viro frequentadora. Sei lá, algum bicho me mordeu e eu entendi finalmente a graça. E tem muita graça. Talvez esse bicho seja o Steppenwolf, o maior e mais importante grupo de teatro da cidade, que tem como integrantes (e foi escola de) nomes como John Malkovich e Gary Sinise.

Colo aqui um perfil do grupo que escrevi para a Serafina de maio, mas que temo ter sido totalmente ofuscado por um primo rico do cinema: Leonardo DiCaprio, também na edição.

Image

Cena de Penélope, da temporada 2011-2012 do Steppenwolf

Esta entrada foi publicada em maio 10, 2013 às 9:57 am e está arquivada sob Chicago, Jornalismo. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

2 opiniões sobre “Steppenwolf ou como comecei a gostar de teatro

  1. alinetkm em disse:

    Oi Isabelle! Curti demais seu blog e achei bem legal que você esteja morando em Chicago. Sobre o post, eu não conhecia a companhia, mas sabe que sempre gostei de teatro. No entanto, não costumo frequentar tanto quanto gostaria. O engraçado é que prefiro assistir às peças do que lê-las; na literatura eu não sou tão fã assim do gênero dramático.
    Mas acho legal que o “bichinho” do teatro tenha te mordido. Também sou apaixonada por musicais e imagino que aí em uma cidade grande nos EUA você tenha acesso a muitas montagens diferentes das que temos por aqui.

    Bjo! Livro Lab

  2. esse bicho ainda não me picou, Isabelle. sobre as piadas ruins sobre teatro, talvez, te console a minha: criei uma comunidade, na extinta rede social azul bebê. “teatro dá vertigem”.
    não sei se vc se lembra de um grupo super alternativo que encenava suas peças nos locais mais inusitados (hospital abandonado, ônibus sei lá o que…), cujo nome era teatro da vertigem.
    bobagem…
    beijo do outro lado do mundo,
    Teresa

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