Bons drinque

Sabe quando você lê um livro e a voz do narrador é tão boa, mas tão boa, que você fica com vontade de ser amigo? Eu sinto isso de um jeito tão maluco e forte que chego a jurar – na minha cabeça, é claro – que sou amiga deles. É quase como quando você é criança e tem um amigo imaginário. Só que nesse caso a amizade é imaginária com gente muito, muito legal. O único problema é que a maioria deles já morreu.

Nessa minha turma, eu conheço bem a personalidade de cada um. A inventada por mim, é claro. E talvez por este motivo faço questão de não saber muito da biografia real. A que eu criei é muito mais legal, afinal.

Com vocês, a minha turma:

– Dorothy Parker, a amiga loucona, que sofreu muito (tá, dessa parte eu sei), mas que sempre tem algo legal pra dizer. Sempre triste e engraçado ao mesmo tempo, e definitivamente bonito. Mas também tem o lado bagaceiro, como a célebre máxima do Dry Martini: “I like to have a Martini, two at the very most; three, I’m under the table, four I’m under my host!”

– Leon Tolstoi, o que sempre vai me ensinar alguma coisa. Generoso e sensível, entende bem a alma das pessoas logo de cara.

– F. Scott Fitzgerald é o amigo de humor mais sofisticado, mas pra quem tudo dá errado. O pobre é cheio de problemas e dá vontade de ajudar. Mas, pra usar um clichê bem clichê, ele é seu pior inimigo.

– Julian Barnes. Esse é o caçula da turma, mas igualmente querido. É o elegantérrimo e divertido. Não vai nunca mentir pra você. Você realmente pode contar com ele.

Imagina só beber nessa mesa. Me manda um email que eu te convido.

PS: Aliás, pensando um pouquinho, talvez o Woody Allen conseguiu realizar esse sonho com “Meia-noite em Paris”, danadão.

PS2: Pelo que eu já li de uns caras aí, eu tb os incluiria, mas não vale porque eles são meus amigos de verdade.

Esta entrada foi publicada em agosto 9, 2012 às 5:06 pm e está arquivada sob Ai esse comportamento!. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

Uma opinião sobre “Bons drinque

  1. Laíssa Barros em disse:

    Genial! Também tenho minha lista de amigos literários imaginários. Tão bom quanto os “de carne e osso”. Eles vão com você no ônibus, consultórios, mesa da café da manhã, domingos tediosos, edredons, parques e mil outros lugares. Essa sensação de companheirismo e entendimento mutuo é a melhor parte mesmo!

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