A desculpa é o calor

Faz dias que eu enrolo. Há quanto tempo esse blog está parado? Na verdade, ele não está, fico escrevendo na minha cabeça.

Mas isso é um problema, claro. Quando se escreve apenas na cabeça muitas das ideias se perdem. Escrever na cabeça é diferente de escrever de verdade, no papel ou com o teclado. Não se escrever tudo de uma vez, mas uma frase aqui, outra acolá, e, no geral, esquece-se tudo. E, vou te contar, tive tantas boas ideias… Quase todas já perdidas.

Das que ficaram, sobrou essa lista, que eu enumero aqui:

1. Nunca senti tanto calor na vida. O verão em Chicago é pior que o inverno. Talvez porque todos me prepararam para o inverno, mas ninguém para o verão. Minha casa, no terceiro andar de um prédio de tijolinhos que absorve mais calor que uma panela de ferro, virou uma estufa. Eu, infelizmente, não tenho vocação pra planta tropical e já chorei de calor, o que foi completamente bizarro e inesperado de minha parte, que tenho quase 50% de sangue sertanejo nas minhas veias. Tá difícil viver assim.

2. As notícias que vêm de longe, de tanta violência, me assustam muito. Ouvi dizer que a criminalidade em SP está absurda, que há dez mortes por noite, que colegas jornalistas são alvo de campanha de ódio por parte da polícia. Estou muito, muito assustada e fico até com medo de voltar. Agora: quem tá na cidade sente isso?

3. Conheci Detroit, uma das cidades mais violentas dos EUA. E louquíssima. Mas peraí que ela merece um capítulo só pra ela.

4. Me viciei em Tudors, a série de TV britânica que passou há alguns anos no Brasil. É terrível quando me vicio em uma série de TV, e principalmente quando o vício é solitário. Isso me atrasou a vida, me afastou daqui, me impediu de ir à academia, tocar violino, trabalhar, tudo. Um inferno maior do que ser rainha da Inglaterra naquela época. Mas como o Henricão era interessante, viu?

5. O calor, o calor, o calor, o calor.

Ok, essa está parecendo uma lista de desculpas. Desculpa.

Já já eu volto mais animadinha.

Henricão (esq.) e Charles Brandon, o cafuçu mais gato que já existiu, de Tudors, raptaram meu cérebro no último mês

Esta entrada foi publicada em julho 26, 2012 às 12:53 pm e está arquivada sob Ai esse comportamento!, Chicago, Estados Unidos, Vida na América. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

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