Do it yourself ou como me tornei um homem

Todo mundo sempre ouviu falar em como nos Estados Unidos os serviços são muito caros, então o melhor mesmo é você resolver por si mesmo qualquer coisa que tiver de fazer na vida doméstica. Ainda que aqui é tudo muito prático, então dá pra resolver, mesmo que você seja bem tosco.

Pois bem, entrei nessa. Pra começar, como todos já sabem, aluguei um apartamento e ele estava imundo. Pra resolver, nada de faxineira, eu mesma. Depois, eu precisava de mobília. Parecia que todo mundo queria me indicar um caminho alternativo à Ikea. Mas não teve jeito. Foi lá. Era muito mais barato comprar aqueles móveis, retirar no estoque eu mesma, colocar no caminhão alugado na U-Haul e levar os três andares de escada pro apartamento. Tipo pilates de graça, pensei.

Mas esse esforço, meus amgios, leiam bem, não é uma coisa feminina. Digo mais, não é masculina. E ainda digo: NÃO ´E HUMANA!!!

Foi muito, muito, mas muito difícil. Foram cerca de 30 peças de mobília, algumas delas com mais de 60 quilos, o que eu digo, com orgulho, é mais pesado que eu.

Soma-se isso à faxina desvairada que venho realizando desde a quinta passada, e tem-se o resultado de uma mão grossa, calejada. Na direita, três calos. Na esquerda, duas feridas de farpas de madeira. A pele do corpo inteiro, seca pela falta de creme hidratante – onde foi parar?? -, os pelos, prontos para próxima depilação. Mas como?? Onde??? E a sobrancelha, o que dizer?

E eis que olho para a minha casa, vejo todos os móveis por montar, rememoro o esforço hercúleo de trazê-los para cima e olho no espelho: sou um homem. Com H maiúsculo.

Marido empurra um dos TRES carrinhos no almoxarifado da Ikea; algumas caixas pesavam mais de 60 kg

Esta entrada foi publicada em setembro 7, 2011 às 9:50 pm e está arquivada sob Neurose, Vida na América. Guarde o link permanente. Seguir quaisquer comentários aqui com o feed RSS para este post.

5 opiniões sobre “Do it yourself ou como me tornei um homem

  1. Belle, pensa assim: pelo menos vc tem internet em casa, o resto se resolve!
    Beijos

  2. Ana Cesaltina em disse:

    Muito orgulho de minha amiga, ‘mulher macho’. Aliás, acho que essa força você levou das raízes sertanejas.

  3. a vida não é maria mole! mas, vc está na linda chicago e ainda escreverá um guia de sobrevivência nos EUA!

  4. a vida aqui é assim mesmo… como sinto falta dos serviços baratos do Brasil… sempre tem alguem para carregar as coisas para vc… Mas nada, nada paga a praticidade de tudo ai. Acho q mesmo carregando coisa pra lá e pra cá é melhor do q ficar dependente de serviços mal feitos que existem por aqui e que muitas vezes dão muita dor de cabeça neh….

    estou me adptando tb a tudo isso, até dirigir o caminhão da uhaul eu ja dirigi, engraçado isso.

  5. gata, passei EXATAMENTE pela mesma situação. também me senti homem. e dos bons! hahahaha.

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